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Profissionais de Saúde Apresentam Provas de Medicamentos Caducados nos Hospitais – Times de Todos – Noti Mz

​A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) respondeu ao repto lançado pelo Governo e garante ter provas fotográficas e em vídeo de que o Sistema Nacional de Saúde está a administrar medicamentos fora do prazo aos doentes. A agremiação alerta para um colapso total no abastecimento hospitalar.

​A polémica subiu de tom apenas setenta e duas horas após o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, ter vindo a público desafiar a APSUSM a provar as acusações de que as unidades sanitárias estariam a usar fármacos expirados. A resposta não se fez esperar: em conferência de imprensa realizada ontem, a associação confirmou as denúncias e pintou um cenário dramático da saúde pública no país.

​O presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, garantiu que a existência de medicamentos caducados é uma realidade tanto nas unidades sanitárias como no próprio Centro de Medicamentos e Artigos Médicos (CMAM).

​”O povo está a receber veneno. Em vez de cura, estão a ser administrados às pessoas medicamentos fora do prazo”, denunciou Anselmo Muchave de forma categórica, acrescentando uma constatação dura sobre a realidade hospitalar: “Um hospital sem medicamentos é igual a morte”.

​Provas Visuais e Prazos no Limite

​Para fundamentar as acusações perante o desafio do Executivo, o dirigente assegurou que a associação possui fotografias e vídeos que atestam a circulação de medicamentos com o prazo de validade ultrapassado. Muchave revelou ainda um dado preocupante sobre a gestão dos stocks atuais: há casos em que os fármacos disponíveis nas prateleiras dos hospitais têm apenas sete dias de validade restante.

​Dívidas ao Fornecedores e Colapso do Sistema

​De acordo com as explicações da APSUSM, a raiz deste problema de saúde pública é de natureza financeira e estrutural. O Governo moçambicano adquire os medicamentos através de concursos públicos que ocorrem com uma periodicidade de 18 meses. No entanto, a quebra nos pagamentos está a asfixiar a cadeia de abastecimento.

​”O Estado está com faturas pendentes com todos os fornecedores de medicamentos”, explicou o presidente da associação, concluindo que este estrangulamento financeiro fez com que se atingisse, na atualidade, “o colapso no Sistema Nacional de Saúde”.

​(Com base em informações originalmente veiculadas pelo Canal de Moz)

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