QUELIMANE – O partido RENAMO, ao nível da cidade de Quelimane, emitiu este sábado, 6 de junho de 2026, um posicionamento oficial onde manifesta profunda consternação, tristeza e indignação face às informações avançadas pelo Pároco da Paróquia Santo Anjos de Coalane, o Reverendíssimo Padre Cereneu Alexandre Francisco. A denúncia pública dá conta do alegado assassinato de Dom Osório Afonso Citora, Bispo da Diocese de Quelimane.
A formação política sublinha que, caso as autoridades competentes confirmem formalmente o óbito, a sociedade estará perante um acontecimento de extrema gravidade. Para o partido, este ato atenta diretamente contra os pilares fundamentais da dignidade humana, da convivência pacífica, da tolerância democrática e da liberdade de pensamento, chocando a consciência coletiva de Moçambique e exigindo uma reprovação firme de todas as forças sociais.
Solidariedade e Apelo à Serenidade
Em face desta ocorrência trágica, a delegação política da RENAMO expressou total solidariedade à Diocese de Quelimane, bem como aos familiares, amigos e fiéis da Igreja Católica. O partido endereçou palavras de conforto e encorajamento a todos os afetados pela situação, defendendo a importância da união e da serenidade comunitária enquanto se aguarda pelo esclarecimento total dos factos.
O comunicado lembra que, num Estado Democrático de Direito pautado pela legalidade, justiça e direitos humanos, a impunidade de quem usa a violência para resolver divergências ou impor posições é inadmissível. A organização partidária sustenta que a democracia se consolida por meio do diálogo e do respeito mútuo entre as instituições, cidadãos e organizações.
Inaceitabilidade da Violência e Apelo às Autoridades de Justiça
A RENAMO classificou como intolerável que ações de caráter belicista, criminoso ou intimidatório coloquem em risco a vida dos cidadãos, independentemente da sua filiação política, social, cultural ou crença religiosa. O partido reafirmou que a vida humana é um valor supremo e inviolável que deve ser salvaguardado pelos mecanismos legais estabelecidos.
Neste sentido, a força política lançou um apelo direto aos órgãos de administração da justiça moçambicana, nomeadamente à:
- Polícia da República de Moçambique (PRM);
- Procuradoria-Geral da República (PGR).
A solicitação visa a abertura imediata de diligências para a completa clarificação do caso, com a identificação e responsabilização legal dos autores materiais, morais e eventuais cúmplices. Apesar do cenário, o partido reconheceu os esforços que as instituições de justiça têm empenhado no combate à criminalidade e na manutenção da ordem pública, manifestando confiança de que haverá uma investigação rigorosa, imparcial, transparente e rápida para repor a confiança da população.
Defesa da Pluralidade e Rejeição da Eliminação Física
A nota oficial rejeita publicamente qualquer tipo de perseguição, intolerância, violência ou eliminação física motivada por convicções, opiniões ou posicionamentos sociais. É destacado que a pluralidade de ideias e o direito ao contraditório e à livre expressão são salvaguardados pela Constituição da República de Moçambique, não servindo nenhuma divergência de pretexto para a perda de vidas.
Ao encerrar o pronunciamento, o partido exortou todos os moçambicanos a manterem a calma, a evitarem a partilha de informações que não tenham sido devidamente verificadas e a colaborarem ativamente com as autoridades. O documento faz um convite à reflexão sobre a necessidade de se cultivar uma cultura permanente de paz, reconciliação e tolerância.
A liderança local da RENAMO reiterou o seu compromisso inabalável com a paz duradoura, a justiça social e o Estado de Direito, garantindo que continuará a lutar por uma sociedade onde as diferenças sejam solucionadas por vias pacíficas.
O documento é assinado por Leonardo Botão, Delegado Político da Cidade de Quelimane, com data de 6 de junho de 2026.
(Com base no Comunicado de Imprensa emitido pela Delegação Política da RENAMO na Cidade de Quelimane)