A maior unidade de saúde da região norte de Moçambique, o Hospital Central de Nampula (HCN), está no centro de uma denúncia alarmante. No final da manhã deste domingo, 7 de junho, uma interrupção no fornecimento de energia elétrica na província, agravada por uma alegada falta de combustível no gerador de emergência, terá provocado a morte de sete pacientes.
A grave acusação foi tornada pública através do ativista social Martins Noronha, que desempenha também as funções de chefe da bancada do partido Podemos na Assembleia Provincial.
A Origem da Denúncia e os Setores Afetados
Os dados divulgados por Noronha têm como base mensagens de texto enviadas por um profissional de saúde que se encontrava de serviço na unidade hospitalar no momento do incidente.
De acordo com o relato deste funcionário interno, as mortes ocorreram em áreas críticas do hospital que exigem alimentação elétrica ininterrupta. Os setores mais afetados por este apagão incluem:
- O bloco operatório;
- As enfermarias de cuidados intensivos, áreas onde a sobrevivência dos doentes está estritamente dependente de equipamentos de suporte à vida.
Esforços em Curso e Ausência de Confirmação Oficial
Até à publicação original desta denúncia, a direção do Hospital Central de Nampula ainda não havia emitido qualquer declaração a confirmar ou desmentir a ocorrência dos óbitos.
Perante a gravidade dos factos, a equipa de reportagem encarregue do caso informou que está a encetar esforços diretos para estabelecer contacto com a direção clínica do hospital e com a Direção Provincial de Saúde. O principal objetivo destas diligências é recolher esclarecimentos oficiais e confirmar se a falha no sistema de energia e a inoperância do gerador foram, de facto, as causas diretas para a trágica perda destas sete vidas humanas.