O activista social Gamito dos Santos veio a público denunciar a recepção de novas informações alarmantes durante o último fim de semana. Segundo os alertas que lhe chegaram, alegados membros de “esquadrões da morte” encontram-se na cidade de Nampula à espera do momento exato para o assassinar.
Em declarações prestadas ao Jornal Rigor, o activista sublinhou que este suposto plano de eliminação física tem um duplo alvo. Além da sua própria vida, os referidos esquadrões pretendem também atentar contra Castro Niquina, o atual coordenador provincial da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) em Nampula.
O Motivo das Ameaças: Denúncias Contra a PRM
As ameaças surgem no seguimento do intenso trabalho de denúncia que Gamito dos Santos tem vindo a realizar nos últimos meses, expondo graves violações dos direitos humanos na província de Nampula.
O ativista ganhou forte notoriedade durante o período conturbado das manifestações pós-eleitorais, altura em que se dedicou a apoiar as vítimas de violência policial e a dar seguimento a várias queixas apresentadas por cidadãos.
A situação ter-se-á agravado recentemente. Gamito dos Santos esteve no terreno a investigar, recolher dados e documentar os óbitos registados no distrito de Mogovolas — mortes essas que são apontadas como resultado da intervenção da Polícia da República de Moçambique (PRM). O activista não tem dúvidas de que este escrutínio rigoroso tem gerado enorme desconforto e irritação em determinados setores das Forças de Defesa e Segurança, bem como nas estruturas governamentais.
Um Clima Constante de Intimidação
Esta não é uma situação inédita na vida de Gamito dos Santos. O activista já tinha reportado anteriormente a existência de planos para o “silenciar”, sempre em resposta ao seu trabalho cívico na denúncia de abusos de poder e na defesa intransigente dos direitos humanos.
O ambiente hostil em Nampula tem sido alvo de denúncias constantes. Tal como foi documentado em reportagens anteriores do Jornal Rigor, diversas organizações da sociedade civil têm expressado uma profunda preocupação face ao clima de terror e intimidação imposto aos defensores dos direitos humanos na região.
Perante esta nova denúncia, reacendem-se os apelos urgentes às autoridades competentes para que cumpram o seu dever de garantir a segurança e a proteção física dos cidadãos que se dedicam à monitoria cívica e à salvaguarda dos direitos fundamentais em Moçambique.
(Com base no reporte original do Jornal Rigor / Notícia365)