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O Presidente da República, Daniel Chapo, procedeu esta segunda-feira, em Maputo, à abertura oficial da 5.ª Conferência Nacional das Comunicações, que decorre sob o lema “Comunicações como Pilar da Transformação Digital em Moçambique: Conectividade, Inclusão e Resiliência”.  

No seu discurso, o estadista comparou o impacto da actual revolução digital às grandes transformações industriais da história e sublinhou que, para o contexto moçambicano, a digitalização é uma questão de soberania, desenvolvimento e justiça social, justificando a recente criação do inédito Ministério das Comunicações e Transformação Digital. 

O Chefe do Estado anunciou, como marco histórico do evento, o lançamento formal da tecnologia 5G no país, através da consignação administrativa do espectro radioeléctrico aos três operadores de telefonia móvel nacionais (Tmcel, Vodacom e Movitel). A estratégia do Executivo prevê a disponibilização da rede 5G em todas as capitais provinciais, zonas económicas especiais e principais destinos turísticos até 2027, com a meta de estender a banda larga a todos os distritos e postos administrativos do território nacional até 2030. 

No âmbito da iniciativa “Internet para Todos”, lançada em 2025 para garantir o acesso universal até 2030, Daniel Chapo detalhou que estão em curso investimentos estruturantes nas infraestruturas digitais. Entre os destaques está o pacote de 50 milhões de dólares norte-americanos destinado à conectividade rural, que visa a instalação de 60 estações de base e a extensão do sinal a mais de 300 localidades, beneficiando cerca de 4,4 milhões de cidadãos.  

Adicionalmente, o Governo aplica mais de 20 milhões de dólares na conectividade escolar para abranger os ensinos básico, técnico-profissional e superior, complementando a distribuição de computadores a estudantes carenciados e o reforço das comunicações de emergência através de satélites de baixa órbita face às crises climáticas cíclicas. 

Ao nível da diplomacia económica e cooperação regional, a cerimónia foi marcada pela assinatura de um memorando de entendimento entre Moçambique e Angola nos domínios das comunicações, meteorologia e serviços espaciais. O acordo visa dinamizar o projecto do cabo submarino Nacala–Lobito, uma infraestrutura geoestratégica concebida para interligar os oceanos Índico e Atlântico, aumentar a capacidade de tráfego de dados, reduzir os custos de conectividade e posicionar Moçambique como o principal corredor digital e logístico da comunidade da SADC. 


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