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Segundo padre é detido no âmbito da investigação ao assassinato do bispo de Quelimane – Times de Todos – Noti Mz

O número de pessoas detidas no âmbito da investigação ao assassinato do bispo católico de Quelimane, Dom Osório Cicota Afonso, subiu de três para quatro, segundo informações divulgadas pelo jornal independente Mediafax.

De acordo com a publicação, a quarta pessoa detida é também um padre, cuja identidade ainda não foi oficialmente divulgada. No entanto, o Mediafax apurou que o sacerdote exercia funções na paróquia de Nicoadala, na província da Zambézia.

O primeiro sacerdote detido foi Novais Amado, apontado como o principal suspeito no caso. Além dele, permanecem igualmente detidos um jardineiro e um guarda de segurança, cujas identidades ainda não foram reveladas pelas autoridades.

Segundo fontes ligadas ao processo, citadas pelo Mediafax, a detenção do segundo padre já foi confirmada. Contudo, até ao momento, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) não confirmou nem desmentiu oficialmente essa informação.

Dom Osório Cicota Afonso residia na casa oficial da Diocese de Quelimane juntamente com outros quatro sacerdotes. No dia do crime, o bispo jantou com três deles, enquanto Novais Amado encontrava-se ausente.

Durante a noite de 5 de Junho, indivíduos armados invadiram a residência e mataram o bispo a tiro, alegadamente utilizando uma espingarda de assalto do tipo AK-47.

As suspeitas recaíram sobre Novais Amado por este não ter dado o alerta imediatamente após o disparo, apesar de, segundo os investigadores, se presumir que pudesse ter ouvido o tiro.

Antes do homicídio, Dom Osório Cicota Afonso havia exonerado Novais Amado do cargo de Chanceler da Diocese de Quelimane, função que exercera durante os dois anos em que a diocese permaneceu sem bispo, após a renúncia de Hilário Massinga, motivada por problemas de saúde.

Durante esse período, Novais Amado foi responsável pela administração da diocese. Após assumir o cargo de bispo, em Agosto de 2025, Dom Osório Cicota Afonso ordenou uma auditoria às finanças da diocese. Os investigadores admitem que essa decisão possa estar entre os possíveis motivos do homicídio.

Segundo as informações divulgadas, um dia depois de ter sido afastado do cargo de chanceler, Novais Amado deixou Quelimane sem informar o bispo, regressando apenas no dia seguinte ao assassinato.

O sacerdote é ainda suspeito de ter fornecido bebidas alcoólicas ao guarda de segurança que se encontrava de serviço, alegadamente para facilitar a entrada do autor do crime nas instalações da diocese.

As investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e apurar as responsabilidades dos envolvidos.

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