Deputados do PODEMOS impedidos de fiscalizar Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto – Times de Todos – Noti Mz

Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS afirmam ter sido impedidos de realizar uma ação de fiscalização no Armazém Central de Medicamentos, localizado no bairro do Zimpeto, na cidade de Maputo, devido à alegada ausência dos responsáveis da instituição, que estariam de férias.
Segundo os parlamentares, a visita foi realizada de surpresa no âmbito das competências de fiscalização da Assembleia da República. No entanto, a entrada no armazém não foi autorizada, inviabilizando a inspeção pretendida.
O porta-voz da bancada parlamentar do PODEMOS, Ivandro Massingue, disse que a direção do armazém recusou permitir o acesso dos deputados ao local.
“Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar”, afirmou.
De acordo com o parlamentar, a justificação apresentada foi a de que todos os funcionários responsáveis pelo armazém se encontravam de férias.
Perante essa explicação, Ivandro Massingue questionou o funcionamento das instituições públicas.
“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o Governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?”, questionou.
Segundo os deputados, a deslocação ao Armazém Central de Medicamentos tinha como principal objetivo averiguar denúncias sobre um alegado esquema de desvio de medicamentos.
De acordo com Ivandro Massingue, as informações recebidas indicam a existência de vários lotes e caixas de medicamentos que teriam sido declarados fora do prazo de validade e que, alegadamente, estariam a ser retirados para abastecer o mercado paralelo.
“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que existem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, seriam retiradas para abastecer o mercado paralelo, e nós queríamos verificar essa situação”, explicou.
Apesar do impedimento, o porta-voz da bancada afirmou que os deputados não pretendem aceitar o convite da direção para realizar a fiscalização apenas depois do regresso dos responsáveis das férias, defendendo que a ação deve ocorrer de forma independente e sem aviso prévio.




