União Europeia vai cofinanciar missão do Ruanda no combate ao terrorismo em Moçambique – Times de Todos – Noti Mz

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que a União Europeia (UE) irá contribuir para o financiamento da missão militar do Ruanda destacada para apoiar o combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado.
Segundo o Chefe do Estado, as operações das forças ruandesas continuarão a ser financiadas por fundos públicos e por recursos disponibilizados pela União Europeia, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, tanto em relação às tropas do Ruanda como no apoio prestado às Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, sobretudo na área da formação.
Daniel Chapo esclareceu, no entanto, que a União Europeia não financia equipamento militar letal, sublinhando que o apoio do bloco europeu está direcionado para outras áreas de cooperação. Acrescentou ainda que decorrem negociações para garantir a continuidade dos acordos existentes entre as partes.
Além das ações militares destinadas a combater o terrorismo, o Presidente da República afirmou que o Governo está igualmente empenhado em mobilizar recursos financeiros para a reconstrução de Cabo Delgado, província onde o conflito armado provocou a destruição de diversas infraestruturas.
Durante a conferência de imprensa, Daniel Chapo reafirmou o compromisso do Executivo em utilizar todos os meios disponíveis para impedir que a guerra comprometa os planos de desenvolvimento económico e social do país.
O Chefe do Estado garantiu ainda que o Governo mantém em aberto todas as vias para alcançar a estabilidade, incluindo a possibilidade de diálogo como parte dos esforços para pôr fim ao conflito.
“É muito difícil prever quando o terrorismo vai terminar. Por isso, estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance, incluindo a possibilidade de diálogo, para acabar com o terrorismo. O que desejamos é que este fenómeno termine, porque só com paz será possível criar as condições fundamentais para o desenvolvimento do país”, afirmou Daniel Chapo.
O anúncio surge num contexto em que Moçambique continua a reforçar a cooperação internacional no combate aos grupos armados que atuam em Cabo Delgado, ao mesmo tempo que procura acelerar a recuperação das zonas afetadas pelo conflito.




