O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, alertou que os preços dos combustíveis poderão aumentar no país a partir do final de abril ou início de maio, caso o conflito no Médio Oriente continue a afetar o mercado internacional de petróleo. No entanto, o chefe de Estado garantiu que o país possui reservas suficientes para manter o abastecimento por pelo menos um mês.
O pronunciamento foi feito durante o balanço da participação de Moçambique na XI Cimeira da Organização de Estados de África, Caraíbas e Pacífico, realizada em Malabo. Na ocasião, o Presidente assegurou que não há motivos para pânico, explicando que a crise de combustíveis está a afetar vários países devido ao conflito no Médio Oriente e às dificuldades logísticas de abastecimento.
Segundo o Governo, as longas filas registadas em postos de abastecimento na cidade de Maputo e na província de Maputo resultam sobretudo da procura elevada, motivada por receios de escassez, e não por falta imediata de combustível.
A Direção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis informou que o país mantém contratos de fornecimento até 2027 e que as importações continuam a decorrer normalmente, com reposição regular de ‘stocks’. O Executivo apelou à calma e pediu à população para evitar a criação de reservas domésticas, pois essa prática aumenta a pressão sobre a rede de distribuição.
Grande parte do combustível importado por Moçambique passa pelo Estreito de Ormuz, rota que tem sido afetada pelo conflito no Médio Oriente, o que poderá influenciar os preços nos próximos meses.
Por sua vez, a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas garantiu que não existe risco imediato de rutura de combustíveis, acrescentando que estão a ser tomadas medidas para reforçar o abastecimento, incluindo o aumento da expedição de combustível a partir dos terminais oceânicos.
Dados oficiais indicam ainda que Moçambique possui dezenas de milhares de toneladas de combustíveis em reserva, quantidade considerada suficiente para garantir o abastecimento até ao início de maio.