Manifestações em Moçambique tentaram “estrangular” poder da Frelimo, diz Daniel Chapo – Times de Todos – Noti Mz

O presidente da Frelimo, Daniel Chapo, afirmou que as manifestações que ocorreram após as eleições tinham como objetivo enfraquecer a economia nacional e o poder do partido no governo, sublinhando que o partido não vai esquecer a destruição de sedes e a morte de militantes.

Falando em Maputo durante a reunião nacional dos primeiros secretários dos comités distritais da Zona Sul, Daniel Chapo declarou que a estratégia dos manifestantes era atingir a economia e o poder político da Frelimo a partir da capital e das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

O líder da Frelimo recordou que as províncias do sul foram o epicentro das manifestações violentas após as eleições gerais de 9 de outubro de 2024, classificando os protestos como ilegais e criminosos. Disse ainda que o partido não esquecerá a vandalização de sedes e salas de conferências em locais como Malhazine, Xai-Xai, Chibuto, Maxaquene e outros pontos do país.

Também mencionou ataques que resultaram na morte de membros do partido, destacando um caso ocorrido em Inharrime, onde perderam quadros e militantes, principalmente jovens ligados à Frelimo.

Daniel Chapo afirmou que o partido continua a recordar o clima de caos provocado por barricadas montadas em várias estradas do sul do país, incluindo no posto fronteiriço de Ressano Garcia, na fronteira com a África do Sul. Apesar disso, elogiou os primeiros secretários das províncias e distritos por se manterem firmes na defesa do partido e da população.

O presidente da Frelimo apelou à união e coesão interna do partido para garantir a sua força política. Segundo ele, unidos, os membros do partido não serão derrotados, mesmo perante ataques que, segundo afirmou, são promovidos e financiados por agentes internos e externos.

Daniel Chapo também falou sobre o crescimento da população jovem, referindo que muitos jovens não viveram o período colonial, nem a guerra de desestabilização que durou 16 anos, nem as dificuldades e pobreza extrema resultantes desse conflito.

Na sua opinião, trata-se de uma geração que vive num mundo cada vez mais globalizado e influenciado pelas redes sociais e pela inteligência artificial, que, segundo afirmou, também podem ser usadas como instrumentos de neocolonialismo e de ideologias que pretendem mudar regimes políticos.

Por essa razão, pediu aos dirigentes do partido para adaptarem os métodos de trabalho e criarem novas propostas para conquistar o apoio da juventude.
O líder da Frelimo também orientou os primeiros secretários a basearem o seu trabalho no amor ao povo, seguindo princípios como humildade, integridade, lealdade e cultura de trabalho, além de reforçarem o recrutamento de novos membros para garantir a continuidade do partido no poder nas próximas eleições.

Segundo dados referidos, mais de 400 pessoas morreram entre outubro de 2024 e março de 2025, principalmente em confrontos com a polícia durante os protestos pós-eleitorais em Moçambique, considerados os mais graves das últimas décadas. As manifestações foram convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, que nunca reconheceu os resultados eleitorais nem a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo.

Durante os protestos, registaram-se também vandalizações e saques a centenas de empresas e instituições públicas em várias partes do país.

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