Militares Tentam Vender Mais de 2 Mil Armas e São Detidos – Times de Todos – Noti Mz

Beira, Sofala — As autoridades detiveram, na cidade da Beira, três membros das forças militares e um cidadão de nacionalidade chinesa num caso que envolve a posse ilegal e a tentativa de comercialização de material bélico. O grupo foi interceptado na posse de mais de duas mil armas de fogo de diversos calibres, todas em estado obsoleto.

​O caso, que ocorreu na semana passada, visava a venda deste arsenal a uma fábrica de fundição de ferro gerida pelo cidadão estrangeiro agora detido. A operação ilícita foi travada a tempo, evitando a transacção do material que, segundo as normas militares moçambicanas, deveria ser obrigatoriamente destruído e não reencaminhado para fins comerciais.

Os Detalhes da Operação e o Processo Judicial

​Para transportar as mais de duas mil armas até às instalações da fundição, os militares recorreram a uma viatura oficial das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). O processo já transitou para o Tribunal Judicial da Província de Sofala, que assumiu a condução legal do caso.

​Martinho Mucheguerre, porta-voz do Tribunal Judicial de Sofala, prestou declarações sobre o andamento do processo, confirmando a receção do caso pelas instâncias judiciais:

​“Como tribunal, temos a dizer que efectivamente confirmamos que esses autos deram entrada a este tribunal. Três militares, que para lá se dirigiram com recurso a uma viatura das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, e um cidadão chinês, supostamente proprietário da fábrica, que ia receber esse material bélico em estado obsoleto.”

Situação Actual dos Arguidos

​Apesar da confirmação da tentativa de venda e do transporte numa viatura estatal, o tribunal não revelou ainda pormenores sobre a origem inicial das armas apreendidas.

​O processo encontra-se em fase de instrução indiciária e os procedimentos de legalização das detenções já foram concluídos. Neste momento, os quatro arguidos encontram-se recolhidos na Cadeia Central da Beira, tendo já sido submetidos à primeira sessão de interrogatório conduzida pela secção criminal do tribunal.

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