MDM exige demissão do comandante provincial da PRM em Nampula por alegada intolerância política – Times de Todos – Noti Mz

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) em Nampula exigiu, esta quinta-feira, a demissão imediata do comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Miquichone Afonso. O partido acusa o responsável máximo da corporação, na província mais populosa do país, de intolerância política e de impedir o livre exercício democrático dos seus militantes.
A posição foi assumida pelo delegado provincial do MDM, Lopes Muatamuro, durante uma conferência de imprensa. Segundo o dirigente partidário, a PRM mobilizou cerca de 30 agentes fortemente armados para bloquear uma marcha organizada pela Liga da Juventude do MDM. O incidente ocorreu na quarta-feira, quando os jovens se dirigiam rumo à Praça dos Heróis Moçambicanos para integrarem as cerimónias de celebração do Dia Internacional da Juventude.
Lopes Muatamuro responsabilizou diretamente Miquichone Afonso pelas ordens emitidas aos agentes no terreno, afirmando que a Polícia, em aparente coordenação com o Conselho Nacional da Juventude, protagonizou um ato vergonhoso. O delegado classificou a intervenção policial como uma “lamentável mutilação da democracia e da coexistência pacífica entre os cidadãos”, manifestando incompreensão perante o bloqueio da via pública aos manifestantes.
O dirigente sublinhou ainda que a força do Estado, cuja missão deveria ser a proteção dos jovens, optou por silenciar não apenas a juventude de Nampula, mas de todo o país. Manifestamente desagradado com a atuação da força de segurança, Muatamuro argumentou que, ao desrespeitar um direito constitucional como o direito à manifestação, a PRM perde o estatuto de força do Estado e atua como uma “polícia partidária”.
A concluir a sua intervenção perante os jornalistas, o delegado político provincial garantiu que os jovens do MDM não se deixarão intimidar ou silenciar por ações que atentem contra a convivência política e a ordem constitucional. Além de reiterar o pedido de exoneração do comandante provincial, apelou a que a corporação se abstenha de práticas violadoras dos princípios fundamentais do Estado de Direito Democrático em Moçambique.
Fonte: Baseado em informações da Carta de MZ




