Maputo — O membro da Comissão Política do Movimento Democrático de Moçambique, Elias Langa, manifestou publicamente o seu apoio ao político Venâncio Mondlane, afirmando que, na sua opinião, Mondlane foi o verdadeiro vencedor das eleições, posição que volta a gerar debate político tanto nas redes sociais como no seio da oposição.
Em declarações à imprensa, Langa rejeitou as críticas que o apontam como politicamente incoerente, afirmando que nunca escondeu a sua posição. Segundo explicou, sempre defendeu aquilo que considera ser a vontade popular, sustentando que o povo acredita na vitória de Venâncio Mondlane e que o seu posicionamento está alinhado com essa visão.
Apesar de fazer parte dos órgãos do MDM, Elias Langa esclareceu que o seu apoio a Mondlane não está ligado a partidos políticos, mas sim a uma posição pessoal baseada no que considera ser uma luta por mudança no país.
O político explicou ainda que a sua posição surgiu antes mesmo da criação de qualquer movimento ou estrutura política ligada a Mondlane, sublinhando que sempre demonstrou publicamente o seu apoio à figura de Venâncio e não necessariamente a um partido político, defendendo que a oposição deve concentrar-se na alternância governativa.
Relativamente às manifestações que ocorreram em vários pontos do país, Langa afastou a ideia de que Venâncio Mondlane tenha sido o responsável pela mobilização popular, afirmando que os protestos resultam do descontentamento social da população, citando problemas como o custo de vida, dificuldades no acesso à saúde, educação e questões de segurança.
O membro do MDM defendeu também que cabe ao Governo encontrar soluções para responder às preocupações sociais da população, em vez de responsabilizar figuras da oposição pelos protestos.
Quando questionado sobre a eventual ausência de Venâncio Mondlane em futuros processos eleitorais, Elias Langa mostrou-se confiante na capacidade interna do Movimento Democrático de Moçambique, afirmando que o partido possui quadros preparados para enfrentar desafios políticos futuros.
Ainda assim, reafirmou a sua confiança nas instituições de justiça moçambicanas, com destaque para o Tribunal Supremo, manifestando a convicção de que a verdade eleitoral será reconhecida pelas instituições competentes.
Fonte: O Destaque