O tempo de salvo-conduto terminou para Venâncio Mondlane e Albino Forquilha. Ao autorizar que ambos sejam ouvidos pelo Tribunal Supremo, o Conselho de Estado reafirmou um princípio básico da democracia: a imunidade protege o mandato, não a pessoa.
A condição de conselheiros do presidente deixou de ser um obstáculo. Agora, o Ministério Público exige esclarecimentos sobre o caos ocorrido após as eleições de 2024. Mondlane e Forquilha, antes aliados e hoje em campos políticos distintos, terão de detalhar seu papel na mobilização das manifestações que paralisaram o país.
É a primeira vez que os dois são convocados conjuntamente em um processo de tal magnitude, levantando especulações sobre se isso sinaliza um eventual julgamento com impacto significativo no cenário político da oposição.
O processo já evidencia um vencedor: a institucionalidade. Para os líderes, porém, o caminho é delicado. Em um país onde política e justiça frequentemente se entrelaçam, a data da audiência terá peso muito além de uma simples convocatória.
O desfecho poderá marcar o fim de um ciclo de alegada impunidade política ou o início de uma nova fase de contestação. O país acompanha atento.
Fonte: MBC TV